segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sistematizando alguns pensamentos: sobre mudanças

Nós somos seres que estão em plena interação com tudo em nossa volta, desde o nascimento já temos percepção dos cheiros, sons, das cores, e até começamos nossa primeira relação com a sociedade: entramos numa cultura familiar específica, recebendo suas tradições, religiões, suas concepções éticas e morais. Enfim, somos fruto da nossa interação com o mundo: somos seres sócio-bio-político-psico-religiosos... e tudo isso nos constitui como sujeitos.
Pensando nisso, pode-se concluir que somos seres ímpares, porque cada vida é uma experiência única, inserida numa cadeia alimentar, num contexto histórico, numa cultura, numa religião ou na ausência dela, e etc. Por isso somos tão diferentes e tão indispensáveis ao mesmo tempo. Deus fez tudo perfeito, relacionado, interativo, interligado, um universo auto-suficiente em si uma natureza equilibrada em todas as suas construções enquanto evolui e adapta-se.
Passei pela maravilhosa experiência da graduação em Pedagogia, construí outras formas de ver o mundo, outras formas de entender as pessoas, de entender a formação do ser humano em suas construções com o universo. Essa experiência me colocou em movimento, inquieta. Percepi quanta coisa em meu redor podia ser melhor, e isso é ótimo, porque quanto mais insatisfeito formos quão nossos estados de comodidade, mais força teremos para nos locomover em favor de melhores condições de vida, de trabalho, e etc.
As mudanças precisam acontecer de madeira saudável em nossas vidas, lembrando que não somos individuais, e sim, possuímos relações familiares, afetivas, etc. Nossa mudança afeta a todos em redor, e o simples fato de um ser humano querer viver sua vida por outros métodos não implica imediatamente que todos em seu redor que estão diretamente ligados a sua vida queiram fazer isso também. Daí vem a dificuldade: o estranhamento.
Estou passando por uma fase dessas: construindo novas estruturas, novos métodos de viver a vida (com paixão, com militância, com uma causa nobre, com objetivos e planejamento, com plena fé em Deus, vivendo por ele e para ele com excelência, não aceitando nada menos que o meu melhor. Nada mesmo!). Essa mudança, em primeira instância, tem sido brusca. Quando me vi em minhas antigas estruturas de relacionamento sendo o único ET que pensa diferente, foi mesmo um incômodo. E aí me veio a missão: mostrar o que me tinha sido relevado tão claramente nesses quatro anos de estudos e pesquisas sobre aprendizagem, sobre os seres humanos, sobre cultura, sobre formação, e todos os mais infinitos campos abordados na graduação. Como conseguiram resolver diversos problemas da humanidade, ou seja, estive tentando exemplificar para o meu mundo sobre o mundo que vi lá fora... por exemplo: me senti como se explicasse ao meu mundo que já existe internet no celular... enquanto o meu mundo insiste em usar a internet discada... O fato de eu achar que a primeira é melhor que a segunda não implica necessariamente que o meu mundo concorde com isso.
Passar por um momento de mudança não é fácil, mas é útil. Tenho contado com uma ajuda maravilhosa de um amigo que costuma advinhar o que eu penso, e antes de eu contar pra ele, ele já estava lá na frente arrumando tudo pra eu chegar e encontrar tudo prontinho... Meu amado Jesus. Com certa frequencia eu me pego em situações que só olho pro céu e digo: "Foi você, né!...rsrsrsrs". As coisas ainda não estão claras por aqui, nem pra mim, nem pra meu atual e muito em breve "ex-mundo". Mas tenho confiado plenamente em Deus, e ele sempre fala comigo, ele me dá todos os sinais.

Não aceite nada menos que o seu Melhor. Nunca. Doa o que doer, oferte ao Senhor o seu melhor. Nada menor que isso.

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