sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Um testemunho de Paulo, em Gálatas.

Adoro ler os livros deste Apóstolo, ele é irônico, coloca senso de humor no texto. Parece falar na linguagem de hoje. E parece bastante comigo quando ele vai direto ao assunto: fala o que tem que dizer e ponto final. Tá na bíblia, tá. Não tá, não tá. Vamos ler sua carta para as igrejas da Galácia (o nome é esse mesmo! rsrs), no livro de Gálatas, capítulo 1, dos versículos de 6 à 24. Vou fazendo meus comentários em vermelho.
Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; (essa é para os desviados...)
O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. (pra você ver que nem tudo se diz "igreja" já serve... alguns só TRANSTORNAM o evangélio de Cristo)
Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. (traduzindo, seja amaldiçoado quem contradizer essas palavras... o.O')
Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. (aí é complicado, heim! Hoje são tantas opções, tantas denominações... =/)
Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. (já pensou nossos adolescentes dizendo isso??? Que benção!!!)
Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. (Calma, Paulinho. Deu pra perceber...)
Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo. (aí é bom mesmo heim... sinistro!)
Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava. (que coisa feia, heim colega!)
E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais. (e mesmo assim, o Senhor te tocou... pra provar que é possível ser Luz em qualquer lugar, independente das condições!)
Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, (me chamou também!!! =D )
Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue, (eu imagino como seja... minha missão tá mais fácil agora no tempo da graça...)
Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco. (você nem precisou estudar o assunto... veio de Deus diretinho pra você... Aí é VIP mesmo, heim!)
E vos deixo com esse bate-papo com Paulinho, meu amigão, apóstolo de Cristo. O qual disse para não aceirtar-mos nenhum evangélio, senão o de Cristo... Que lhe foi revelado de maneira maravilhosa!



Fiquem com Deus!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sistematizando alguns pensamentos: sobre mudanças

Nós somos seres que estão em plena interação com tudo em nossa volta, desde o nascimento já temos percepção dos cheiros, sons, das cores, e até começamos nossa primeira relação com a sociedade: entramos numa cultura familiar específica, recebendo suas tradições, religiões, suas concepções éticas e morais. Enfim, somos fruto da nossa interação com o mundo: somos seres sócio-bio-político-psico-religiosos... e tudo isso nos constitui como sujeitos.
Pensando nisso, pode-se concluir que somos seres ímpares, porque cada vida é uma experiência única, inserida numa cadeia alimentar, num contexto histórico, numa cultura, numa religião ou na ausência dela, e etc. Por isso somos tão diferentes e tão indispensáveis ao mesmo tempo. Deus fez tudo perfeito, relacionado, interativo, interligado, um universo auto-suficiente em si uma natureza equilibrada em todas as suas construções enquanto evolui e adapta-se.
Passei pela maravilhosa experiência da graduação em Pedagogia, construí outras formas de ver o mundo, outras formas de entender as pessoas, de entender a formação do ser humano em suas construções com o universo. Essa experiência me colocou em movimento, inquieta. Percepi quanta coisa em meu redor podia ser melhor, e isso é ótimo, porque quanto mais insatisfeito formos quão nossos estados de comodidade, mais força teremos para nos locomover em favor de melhores condições de vida, de trabalho, e etc.
As mudanças precisam acontecer de madeira saudável em nossas vidas, lembrando que não somos individuais, e sim, possuímos relações familiares, afetivas, etc. Nossa mudança afeta a todos em redor, e o simples fato de um ser humano querer viver sua vida por outros métodos não implica imediatamente que todos em seu redor que estão diretamente ligados a sua vida queiram fazer isso também. Daí vem a dificuldade: o estranhamento.
Estou passando por uma fase dessas: construindo novas estruturas, novos métodos de viver a vida (com paixão, com militância, com uma causa nobre, com objetivos e planejamento, com plena fé em Deus, vivendo por ele e para ele com excelência, não aceitando nada menos que o meu melhor. Nada mesmo!). Essa mudança, em primeira instância, tem sido brusca. Quando me vi em minhas antigas estruturas de relacionamento sendo o único ET que pensa diferente, foi mesmo um incômodo. E aí me veio a missão: mostrar o que me tinha sido relevado tão claramente nesses quatro anos de estudos e pesquisas sobre aprendizagem, sobre os seres humanos, sobre cultura, sobre formação, e todos os mais infinitos campos abordados na graduação. Como conseguiram resolver diversos problemas da humanidade, ou seja, estive tentando exemplificar para o meu mundo sobre o mundo que vi lá fora... por exemplo: me senti como se explicasse ao meu mundo que já existe internet no celular... enquanto o meu mundo insiste em usar a internet discada... O fato de eu achar que a primeira é melhor que a segunda não implica necessariamente que o meu mundo concorde com isso.
Passar por um momento de mudança não é fácil, mas é útil. Tenho contado com uma ajuda maravilhosa de um amigo que costuma advinhar o que eu penso, e antes de eu contar pra ele, ele já estava lá na frente arrumando tudo pra eu chegar e encontrar tudo prontinho... Meu amado Jesus. Com certa frequencia eu me pego em situações que só olho pro céu e digo: "Foi você, né!...rsrsrsrs". As coisas ainda não estão claras por aqui, nem pra mim, nem pra meu atual e muito em breve "ex-mundo". Mas tenho confiado plenamente em Deus, e ele sempre fala comigo, ele me dá todos os sinais.

Não aceite nada menos que o seu Melhor. Nunca. Doa o que doer, oferte ao Senhor o seu melhor. Nada menor que isso.

domingo, 21 de agosto de 2011

EU TENHO O CORAÇÃO ABRASADO!!


SE VOCÊ SE AMARRA NA HISTÓRIA DE JOHN WESLEY:

"Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar" - John Wesley (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)
"Eu considero todo o mundo como a minha paróquia; em qualquer parte que eu esteja, eu considero que é certo, correto e o meu sagrado dever declarar a todos que estejam dispostos a ouvir, as boas novas da salvação." - John Wesley
"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley
(Citações do livro "On Earth as it is in Heaven" por Stephen L Hill)
O Grande Reavivamento dos anos 1739 - 91 é freqüentemente chamado de Reavivamento Wesleyano. É que, embora Deus tivesse usado grandemente George Whitefield, os dois irmãos Wesley e dúzias de pregadores leigos para acender o fogo de reavivamento, John Wesley pregou em mais lugares, a mais pessoas e durante um maior número de anos do que os outros. Ele também fez mais para conservar o fruto do reavivamento. John Wesley foi claremente o líder escolhido por Deus para este impressionante despertamento espiritual. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
John Wesley nasceu no dia 17 de junho de 1703, em Epworth, Lincolnshire, Inglaterra. Com dezessete anos ele começou estudar teologia na faculdade de Oxford, e recebeu sua diploma de bacharel em 1724 e seu doutorado em 1727. Ele foi consagrado ministro da igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra) em 1724. John continuou na faculdade de Oxford, onde ele era membro do Conselho da Faculdade Lincoln e professor de grego.
Em 1729 Charles Wesley, o irmão de John, e mais dois estudantes começaram um pequeno grupo que se reunia para oração, estudo bíblico e encorajamento mútuo. John logo tornou-se o líder do grupo, que era chamado o "Clube Santo". Eles usavam um sistema metódico de auto-exame e auto-disciplina, e por este motivo foram chamados de 'metodistas' por alguns. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 e 15 membros, com um máximo de 25. Um outro jovem chamado George Whitefield juntou-se ao grupo depois de alguns anos, tornando-se um grande amigo de John Wesley.
Em outubro de 1735 John e Charles Wesley viajavam para América como missionários, porém depois de um pouco mais que dois anos, John voltou a Inglaterra, em fevereiro de 1738, preocupado com sua própria salvação. "Fui para a América converter os índios", ele lamentou, "mas, oh, quem vai me converter?". Poucos meses depois, no dia 24 de maio, John teve uma experiência na qual ele obteve a certeza da sua salvação pelá fé. Poucos anos depois, John e outros membros do Clube Santo tiveram uma experiência poderosa de enchimento com o poder do Espírito Santo:
No dia do Ano Novo, 1739, John e Charles Wesley, George Whitefield e mais quatro membros do Clube Santo fizeram uma festa de amor [santa ceia] em Londres. 'Cerca de três da manhã, enquanto estávamos orando, o poder de Deus caiu tremendamente sobre nós, a tal ponto que muitos gritaram de alegria e outros caíram ao chão (vencidos pelo poder de Deus). Tão logo nos recobramos um pouco dessa reverência e surpresa na presença da Sua majestade, começamos a cantar a uma voz: "Nós te louvamos, ó Deus; Te reconhecemos como Senhor"'. Este evento foi chamado de Pentecoste Metodista. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
A partir deste dia, um grande avivamento começou. Dentro de um mês e meio, George Whitefield estava pregando para multidões de milhares, com John Wesley fazendo o mesmo dentro de três meses. Com apenas 22 anos de idade, Whitefield começou a pregar ao ar livre:
As multidões aumentavam diariamente até chegar a vinte mil ouvintes. Os mais ricos ficavam sentados em seus coches e outros em seus cavalos. Alguns sentavam nas árvores e em toda parte o povo se reunia para ouvir Whitefield pregar. Todos eram às vezes levados a chorar, conforme o Espírito de Deus descia sobre eles.
Whitefield continuava insistindo com Wesley para ir a Bristol e ajudá-lo. Em abril, Wesley ficou ao lado de Whitefield em Kingswood, ainda questionando se era adequado falar fora do prédio da igreja. Naquela noite Whitefield pregou sobre o Sermão do Monte. De repente compreendeu que Jesus também pregara ao ar livre. Whitefield voltou a Londres e no dia seguinte Wesley pregou então a três mil ao ar livre em Kingswood. Ele permaneceu em Bristol durante dois meses, mais ocupado do que nunca. Seus cultos das 7 horas da manhã de domingo geralmente tinham de cinco mil a seis mil ouvintes.
Ali, para surpresa de Wesley, ele começou a observar o Espírito Santo convencendo poderosamente as pessoas de seus pecados enquanto pregava. Indivíduos bem vestidos, amadurecidos, repentinamente gritavam como se estivessem em agonia. Tanto homens como mulheres, dentro e fora dos prédios das igrejas, tremiam e caíam no chão, Quando Wesley interrompeu seu sermão e orava em favor deles, logo encontravam paz e rejubilavam-se em Cristo.
Um quacre [membro de uma seita evangélica], grandemente aborrecido com os gemidos e gritos das pessoas que eram convencidas de seus pecados, foi repentinamente atirado ao chão em profunda agonia por seus próprios pecados. Depois de Wesley ter orado, o quacre exclamou: "Agora sei que és um profeta do Senhor". Cenas similares ocorreram em Londres e Newcastle. Wesley não encorajava essas reações emocionais e declarou que poderia haver casos de fingimento. Ele falava sempre em voz calma e controlada, sem mostrar emoção. Mas reconheceu também que o poder de Deus estava operando, convencendo e transformando pessoa após pessoa.
Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
Whitefield continuo pregando a milhares, na Inglaterra e nos Estados Unidos, até sua morte, aos 56 anos, em 1770. Ele e o John Wesley tiveram uma diferença de teologia, com o Whitefield se tornando calvinista e associando-se à igreja Presbiteriana, porém os dois permaneceram grandes amigos. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguém perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. "Temo que não", ele respondeu, "ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele".
O ministério de evangelismo do Wesley continuou a crescer, e ele começou a criar "sociedades de avivamento" nos lugares onde ele ministrava. Este grupos pequenos se reuniam para oração, encorajamento e estudo bíblico. No início Wesley encorajava os grupos a permanecer na Igreja na Inglaterra, mas diferenças com a igreja a respeita a seu estilo de pregação ao ar livre, sua mensagem de salvação pela fé, e sua utilização de leigos como pregadores e líderes das sociedades, levou ao estabelecimento da igreja Metodista.
John Wesley viajou extensivamento, na Inglaterra e na Ámerica, e o fogo de avivamento se espalhou rapidamente. Em agosto de 1770 havia 29.406 membros, 121 pregadores e 50 zonas na Inglaterra e 4 pregadores e 100 capelas nos Estados Unidos. Quando Wesley morreu, no dia 2 de março de 1791, havia mais de 120.000 metodistas nas suas sociedades.

VOCÊ PODE EXPERIMENTAR ESSE AVIVAMENTO EM QUALQUER METODISTA WESLEYANA PERTINHO DA SUA CASA!!! SEJA BEM-VINDO!!!