sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Analfabeto Político - Bertolt Brecht

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Nada é impossível de Mudar
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar."

Privatizado

"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence."



Não resisti e postei. Esse texto vale muito a pena conferir. E tem muitos outros de mesma autoria em: http://www.culturabrasil.pro.br/brechtantologia.htm

A igreja precisa falar de política, porque como toda instituição ela também é organizada por uma corrente filosófica. A maior parte das igrejas quer impor as suas verdades religiosas para o resto da nação em forma de Lei, o que eu não concordo, mesmo sendo beneficiada pela bancada evangélica do senado. Acho que nem Jesus obrigou alguém a obedecer seus ensinamentos porque nós o deveríamos fazer? É bem ao contrário, Jesus deu livre arbítrio para que o homem escolha entre o bem e o mal. O "IDE" de Jesus também vem acompanhado com um primordial princípio para a salvação: a pessoa que QUISER ser salva deve CONFESSAR a Jesus como seu único e suficiente salvador. Isso dentro de UMA das MILHARES religiões que existem no mundo. Se eu quero o direito de confessar minha crença sem interferência das demais, porque eu teria o direito de impor minha "verdade absoluta" e interferir nas demais crenças?

O Estado e todo o seu conjunto de leis, em minha humilde opinião, devem adotar a laicidade e o respeito a todas as manifestações de diversidade, de credo, de raça, de preferência sexual ou seja lá o que for. Todos que nascem aqui são brasileiros, e isso é o único esteriótipo obrigatório. O resto, a pessoa escolhe: se é católica, do candoblé, evangélica, homossexual, ubandista, extra-terrestres, transformers, mutantes, etc. Isso é direito à liberdade individual. E eu me posiciono assim: desde que cada um possa confessar seu credo e suas opções sem interferir nas demais, tá tudo certo. Casem-se os homessexuais, é direito deles. A minha concepção de família não precisa ser imposta a ninguém. Mas compreendam que esse casamento não será realizado na minha igreja, na qual a concepção de família é igual a minha: casamento heterossexual. Se perguntar a minha opinião, eu digo: sou contra a homossexualidade. Mas até que me perguntem, eu não tenho nada com isso. Prego a minha verdade (a bíblia) até que o outro me diga: eu não concordo e já tenho as minhas concepções. Ou então: eu quero aceitar a Jesus como meu salvador. É aquela história: só falo minha opinião quando me perguntarem, até mesmo porque, é feio se meter na vida dos outros ou ficar julgando quem está certo ou está errado. Juiz, meu amor, só Jesus.

Outras muitas igrejas se posicionam durante as eleições defendendo a democracia, quando, internamente, ainda organizam-se por hierarquização piramidal e lideres monarcas. O voto nas igrejas em geral, quando existe, é igual o voto na prefeitura, no senado, etc, só que ainda um pouco mais complicado porque os membros escolhem seus representantes baseando-se em sua amizade, não observando a parte que verdadeiramente atinge ao todo: suas obras, a sua opinião sobre itens que estarão em pauta nas decisões da gestão da igreja. Vejo nos líderes nada além de gente que leva a voz do povo, gente que ouve o coletivo e constrói o que o coletivo decide democraticamente.

Vejo o cidadão pensante, o membro pensante, o pai de família pensante, e tudo mais que se propor a raciocinar, a refletir criticamente suas ações em sua interação com o mundo em que vive a única saída para alguma mínima melhora em nossa passagem pelo planeta até que se cumpra o que já nos diz as escrituras e finalmente possamos morar com Deus, que é Digno e Justo.

E é isso, hoje. Amanhã, só Deus sabe.

Fiquem com Ele.


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